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Relações entre Mitologia e Psicologia Analítica

Ao longo de sua trajetória, o médico psiquiatra Carl Gustav Jung entrou em contato com as mais diversas áreas do conhecimento humano, aprofundando-se em estudos filosóficos, mitológicos, religiosos e das mais diferentes culturas, estudos estes que instrumentalizaram e deram base para o desenvolvimento de toda a sua extensa teoria. Ele percebe que o indivíduo não é apenas um ser singular e separado, mas também um ser social, a psique humana também não é algo de isolado e totalmente individual, mas também um fenômeno coletivo. Sendo assim, os mitos, as religiões e as diferentes culturas são aspectos essenciais para o desenvolvimento não só de sua teoria, mas principalmente de sua prática clínica.


“Os mitos são antes de mais nada manifestações da essência da alma”


Existentes deste os primórdios da humanidade, é através da mitologia que podemos compreender melhor a psique humana. Assim, os mitos podem ser instrumentos valiosos para colaborar na compreensão das relações da psique com os arquétipos e com o inconsciente coletivo, dois conceitos centrais na teoria junguiana. A importância da mitologia para a psicologia e sua relação com o inconsciente é apontada diversas vezes por Jung, como no trecho abaixo:


“o inconsciente coletivo, até onde nos é possível julgar, parece ser constituído de algo semelhante a temas ou imagens de natureza mitológica, e, por esta razão, os mitos dos povos são os verdadeiros expoentes do inconsciente coletivo” e completa dizendo que “toda a mitologia seria uma espécie de projeção do inconsciente coletivo”.


Além disso, é interessante perceber que antes da sociedade moderna o processo de individuação, ou o movimento de ampliação de consciência, era intermediado pelos rituais e pelas religiões, onde os símbolos tinham a função de ajustar as forças inconscientes à consciência.


Sem esta relação simbólica o indivíduo moderno fica sujeito às forças do inconsciente que, por conta da força unilateralizada da consciência, torna-se negligenciado, podendo trazer consequências negativas para a vida do sujeito. Dentre estes perigos que o inconsciente expõe

o homem moderno estão os adoecimentos mentais, tão recorrentes na atualidade, como o aumento expressivo dos casos de depressão, transtornos de ansiedade, estresse, e outros sintomas que se expressam pelo vazio existencial, o desespero, a falta de sentido da vida e a angústia. Por este motivo, entre tantos outros é essencial que nós possamos olhar mais para a vida psíquica e o mundo interior. Caso sinta a necessidade, procure ajuda de um profissional da área!

Fico à disposição, até a próxima!

Rafaela Ussier - Psicóloga Junguiana


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