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Anima e Animus

  • Foto do escritor: Rafaela Ussier
    Rafaela Ussier
  • 24 de set. de 2021
  • 2 min de leitura

Atualizado: 9 de abr. de 2025


A psique funciona em opostos conectados e complementares. Luz e sombra, consciente e inconsciente, masculino e feminino. Neste sentido Jung notou que em nossa psique existe uma energia oposta e complementar à consciência egóica. Essa energia Jung chamou de Anima naqueles que se identificam como homens e Animus naquelas que se identificam como mulheres.


Eles podem atuar tanto como um complexo como uma imagem arquetípica. Dessa forma, Anima e Animus são arquétipos que fazem a conexão entre consciente e inconsciente, que Jung chamou de psicopompo. Eles aparecem em projeções na nossa vida cotidiana, principalmente nas relações que estabelecemos com as pessoas do sexo oposto. Como personalidade interior e inconsciente, Anima e Animus são complementares ao ego e mantém uma relação compensatória com ele.


ANIMA


Jung dizia que a Anima é o arquétipo da própria vida. É a interioridade feminina nas pessoas que se identificam como homens na consciência, sendo uma ponte entre o consciente e o inconsciente. Assim como a biologia aponta que possuímos em nossa carga genética caraterísticas masculinas e femininas recessivas Jung destacou que, em termos psicológicos, há uma possibilidade de completude em nossa natureza psíquica. Para toda manifestação exterior e consciente de gênero existe seu contraponto complementar, interior e inconsciente.


É tanto um complexo como a imagem arquetípica da mulher na psique do homem. O primeiro contato do homem com a Anima é através da sua mãe, ou aquela que fez esse papel, e através da experiência com outras mulheres em sua vida. A Anima sombria intensifica, exagera, falsifica, mitifica relações com o trabalho e com pessoas de ambos os sexos. Mas através das transformações e evolução da experiência com a Anima, ela pode torna-se uma função de relacionamento entre o inconsciente com o consciente. Embora os efeitos da anima possam se tornar conscientes, são fatores que transcendem a consciência e estão além do alcance da percepção e da vontade do indivíduo, portanto permanecem autônomos.


ANIMUS


Assim como a Anima no homem, é o contraponto inconsciente e contrário na consciência de quem se identifica como mulher. É um mediador entre consciente e inconsciente, atuando tanto como um complexo pessoal quanto como uma imagem arquetípica, ou seja, coletiva. Como um complexo, reúne todas as experiências ancestrais das mulheres com os homens. O primeiro contato é com o Animus da mãe e suas experiências pessoais, formado na relação mãe/filha através do inconsciente da mãe e suas múltiplas imagens do masculino ao longo da vida.


O Animus possui quatro estágios que vão evoluindo ciclicamente na vida da mulher, sendo a personificação do poder físico, a iniciativa de capacidade de ação planejada, o domínio da palavra, e a vivência espiritual. Além disso, os aspectos do Animus, principalmente aqueles que ainda habitam no inconsciente, serão projetados nas relações com os homens.






1 comentário


Remador Invertido
Remador Invertido
03 de jun.

Obrigado pelo texto. Respondeu a pergunta que estava querendo responder quando fiz a pesquisa no Google: "o que é a anima para jung". Essa pergunta surgiu após lembrar de um sonho profundo que tive no início da adolescência, onde acredito que tenha tenha personificado a anima numa personagem que também sonhava no mesmo sonho, como se fosse outra pessoa sonhando o mesmo sonho. No entanto, ela fugiu de mim, antes que pudesse estabelecer qualquer tipo de contato com ela. Passei o resto do sonho, em todas suas transformações de cenário, enredo, contexto procurando no fundo por ela, mas sem êxito. Essa memória desse sonho, por sua vez, só veio depois de ler um trecho do livro O Homem e seus símbolos…

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