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  • Foto do escritorRafaela Ussier

ANIMA E ANIMUS

Atualizado: 17 de nov. de 2021


A psique funciona em opostos conectados e complementares. Luz e sombra, consciente e inconsciente, masculino e feminino. Neste sentido Jung notou que em nossa psique existe uma energia oposta e complementar à consciência egóica. Essa energia Jung chamou de Anima naqueles que se identificam como homens e Animus naquelas que se identificam como mulheres.


Eles podem atuar tanto como um complexo como uma imagem arquetípica. Dessa forma, Anima e Animus são arquétipos que fazem a conexão entre consciente e inconsciente, que Jung chamou de psicopompo. Eles aparecem em projeções na nossa vida cotidiana, principalmente nas relações que estabelecemos com as pessoas do sexo oposto. Como personalidade interior e inconsciente, Anima e Animus são complementares ao ego e mantém uma relação compensatória com ele.


ANIMA


Jung dizia que a Anima é o arquétipo da própria vida. É a interioridade feminina nas pessoas que se identificam como homens na consciência, sendo uma ponte entre o consciente e o inconsciente. Assim como a biologia aponta que possuímos em nossa carga genética caraterísticas masculinas e femininas recessivas Jung destacou que, em termos psicológicos, há uma possibilidade de completude em nossa natureza psíquica. Para toda manifestação exterior e consciente de gênero existe seu contraponto complementar, interior e inconsciente.


É tanto um complexo como a imagem arquetípica da mulher na psique do homem. O primeiro contato do homem com a Anima é através da sua mãe, ou aquela que fez esse papel, e através da experiência com outras mulheres em sua vida. A Anima sombria intensifica, exagera, falsifica, mitifica relações com o trabalho e com pessoas de ambos os sexos. Mas através das transformações e evolução da experiência com a Anima, ela pode torna-se uma função de relacionamento entre o inconsciente com o consciente. Embora os efeitos da anima possam se tornar conscientes, são fatores que transcendem a consciência e estão além do alcance da percepção e da vontade do indivíduo, portanto permanecem autônomos.


ANIMUS


Assim como a Anima no homem, é o contraponto inconsciente e contrário na consciência de quem se identifica como mulher. É um mediador entre consciente e inconsciente, atuando tanto como um complexo pessoal quanto como uma imagem arquetípica, ou seja, coletiva. Como um complexo, reúne todas as experiências ancestrais das mulheres com os homens. O primeiro contato é com o Animus da mãe e suas experiências pessoais, formado na relação mãe/filha através do inconsciente da mãe e suas múltiplas imagens do masculino ao longo da vida.


O Animus possui quatro estágios que vão evoluindo ciclicamente na vida da mulher, sendo a personificação do poder físico, a iniciativa de capacidade de ação planejada, o domínio da palavra, e a vivência espiritual. Além disso, os aspectos do Animus, principalmente aqueles que ainda habitam no inconsciente, serão projetados nas relações com os homens.






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