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O que são os Tipos Psicológicos de Jung?

  • Foto do escritor: Rafaela Ussier
    Rafaela Ussier
  • 8 de set. de 2025
  • 3 min de leitura

Quando falamos de personalidade, é comum ouvirmos frases como “sou mais racional”, “me deixo levar pela intuição” ou “prefiro me organizar em silêncio do que compartilhar tudo com os outros”. Essas diferenças não são apenas traços soltos da vida cotidiana: elas foram estudadas e sistematizadas pelo psiquiatra suíço Carl Gustav Jung (1875–1961) em sua obra Tipos Psicológicos (1921).

Jung buscava compreender como cada pessoa percebe o mundo, toma decisões e se relaciona consigo mesma e com os outros. Ele acreditava que não existe um “tipo certo ou errado”, mas sim formas diferentes e complementares de ser e de viver.


mulher meditando
mulher meditando

A base da teoria: duas atitudes


Para Jung, cada indivíduo tende a se orientar por uma atitude predominante, que direciona a energia psíquica (a forma como gastamos nossa atenção e interesse):

  1. Extroversão – voltada para o mundo externo, as pessoas e os acontecimentos. Quem tende à extroversão costuma ganhar energia em contato com os outros e se sentir estimulado pelo ambiente.

  2. Introversão – voltada para o mundo interno, os pensamentos e sentimentos. Pessoas introvertidas preferem a reflexão, sentem-se bem na solitude e tendem a se recarregar no silêncio.

Importante: ninguém é “100% extrovertido” ou “100% introvertido”. Todos temos as duas atitudes, mas uma delas costuma ser dominante.


As quatro funções psicológicas


Além da atitude, Jung descreveu quatro funções fundamentais que usamos para lidar com a realidade. São como “óculos” através dos quais percebemos e avaliamos o mundo:

  1. Pensamento – busca compreender de forma lógica e racional, analisando causas, consequências e coerência.

  2. Sentimento – avalia com base em valores pessoais, afinidades, no que é agradável ou desagradável, justo ou injusto.

  3. Sensação – foca no que é concreto, perceptível pelos sentidos, observando detalhes e dados imediatos.

  4. Intuição – percebe possibilidades, conexões futuras e significados ocultos, muitas vezes de forma quase “instintiva”.


Essas funções se dividem em dois grupos:


  • Racionais: Pensamento e Sentimento (porque envolvem julgamento e tomada de decisão).

  • Irracionais: Sensação e Intuição (porque dizem respeito à forma de perceber o mundo, sem julgamento imediato).


Cada pessoa possui uma função predominante, que guia sua forma de estar no mundo, e uma função inferior, menos desenvolvida, que pode gerar dificuldades mas também é um caminho de crescimento pessoal. Quando juntamos atitude (introversão ou extroversão) com a função predominante (pensamento, sentimento, sensação ou intuição), temos oito tipos psicológicos básicos:


  • Pensamento extrovertido

  • Pensamento introvertido

  • Sentimento extrovertido

  • Sentimento introvertido

  • Sensação extrovertida

  • Sensação introvertida

  • Intuição extrovertida

  • Intuição introvertida



Como meu tipo psicológico afeta minha vida?


Cada um desses tipos expressa uma maneira particular de interpretar o mundo e de se posicionar diante da vida. A teoria dos tipos psicológicos não é apenas um exercício intelectual: ela ajuda a melhorar o autoconhecimento e a convivência.


  • No trabalho, compreender os diferentes tipos pode facilitar a liderança, a comunicação e a formação de equipes mais equilibradas.

  • Nos relacionamentos, permite entender que o outro não “pensa errado”, mas apenas vê a realidade a partir de outra perspectiva.

  • Na vida pessoal, contribui para que cada um identifique seus pontos fortes e reconheça áreas que precisam de desenvolvimento.


Hoje, muitas ferramentas de avaliação da personalidade (como o MBTI – Myers-Briggs Type Indicator) têm suas raízes diretas na teoria de Jung. Apesar das críticas e simplificações que alguns testes comerciais sofreram, a contribuição original de Jung continua sendo um marco: a ideia de que cada ser humano é único, mas também faz parte de padrões universais de funcionamento psíquico. Os Tipos Psicológicos de Carl Gustav Jung oferecem uma lente poderosa para compreender a diversidade humana. Longe de rotular ou limitar, essa teoria nos convida a reconhecer nossas tendências naturais, cultivar o equilíbrio e valorizar as diferenças.


Em um mundo que exige cada vez mais colaboração, criatividade e empatia, conhecer os próprios tipos psicológicos – e os dos outros – pode ser um caminho para relações mais saudáveis e uma vida mais consciente. Conhecer seu tipo psicológico é ter mais autoconsciência!



Psicóloga Rafaela Ussier

CRP 06/119822

 
 
 
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